Difícil achar um símbolo de liberdade tão expressivo como o condor sobrevoando os Andes peruanos. A música “El Condor Pasa” reflete com extraordinária beleza esse símbolo, inspirada na magnificência do Império dos Incas. Embora muita gente ache que a composição é de Simon & Garfunkel, ela forma parte de uma Zarzuela peruana e foi composta por Daniel Alomía Robles em 1913. A letra original é baseada numa antiga canção de amor, escrita em quéchua. A Zarzuela também fala de liberdade. Transcorre num assentamento mineiro em Cerro de Pasco e descreve o enfrentamento de duas raças: Incas e anglo-saxônios. Tão longe esse condor voou, que a música foi incluída no repertório do "Disco de ouro da Voyager", enviado ao espaço profundo, como parte do patrimônio musical que poderia representar à humanidade num possível encontro com outras espécies. No vídeo, uma versão ao vivo do grupo CantAndino, interpretando um arranjo do grupo boliviano Los de Canata.
Uma mistura irreverente de idéias e opiniões, por momentos confusas e contraditórias, escritas em línguas também confusas (principalmente portunhol..).
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Névoas...
Se aproxima o feriadão de semana santa e, provavelmente, muitos aproveitarão a folga para conhecer algum lugar "exótico". Nos últimos tempos, dada a conjuntura econômica, Buenos Aires é um desses destinos escolhidos por muitos turistas. Uma dica interessante, que deveria ser regra de todo viajante, é tentar evadir-se dos circuitos turísticos comerciais e aventurar-se a percorrer "o bairro", a cidade real, fazendo contato com pessoas reais, longe dos estereótipos criados ao longo de tanto tempo. A percepção da cultura da cidade ajuda a vivenciar com mais intensidade esta experiência singular. Neste sentido, a poesia apresenta uma perspectiva privilegiada que, com certeza, fará com que esses dias de férias sejam muito mais do que um divertimento. E, quem não for viajar, pode aproveitar a poesia e a música para fazê-lo, desfrutando da liberdade infinita que brinda esse meio de transporte.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A bíblia e o aquecedor ("la biblia contra el calefón")
O primeiro post serve para apresentar meu blog que, provavelmente, será um “cambalache”. Uma mistura de ideias e línguas, nem sempre claramente identificadas.
Cambalache é isso mesmo, uma palavra muito usada na região do “Rio de La Plata”, de forma algo despetiva, para se referir a uma coisa ou situação confusa, misturada, bagunçada e geralmente de pouco valor. Literalmente, “Cambalaches” eram lugares onde podia-se vender e comprar quase qualquer coisa, barganhando bastante. Dai a frase, famosa na Argentina, “a bíblia e o aquecedor” que denota essa mistura insolente.
Cambalache é isso mesmo, uma palavra muito usada na região do “Rio de La Plata”, de forma algo despetiva, para se referir a uma coisa ou situação confusa, misturada, bagunçada e geralmente de pouco valor. Literalmente, “Cambalaches” eram lugares onde podia-se vender e comprar quase qualquer coisa, barganhando bastante. Dai a frase, famosa na Argentina, “a bíblia e o aquecedor” que denota essa mistura insolente.
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